Encantada, canção de Rafael Cortez, é um tributo singelo à cantora Nara Leão

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A faixa faz parte de “MPB – Naquele Tempo”, o terceiro disco do cantor e violonista paulistano; Sabrina Parlatore divide com Cortez os vocais

Músico, comediante, apresentador de talk show e youtuber: são nessas funções que Rafael Cortez divide o tempo atualmente. Dedicado à música há mais de 25 anos, o cantor e violonista lança pela Sony Music o EP MPB – Naquele Tempo. Composto por oito faixas, o novo trabalho terá single Encantada disponibilizado em todas as plataformas digitais, juntamente com clipe oficial no canal de Youtube de Cortez, o LOVE TRETA. O EP completo, com todas suas 8 faixas, poderá ser acessado pelo público a partir do dia 08 de agosto, quinta.

Encantada tem produção e arranjo do violonista e diretor musical Sérgio Bello.  Letra e melodia, de Rafael Cortez. A faixa conta com a participação especial da cantora Sabrina Parlatore. “Ela é uma excelente cantora e entrevistadora. Nos conhecemos na época que lancei Elegia da Alma e ficamos mais próximos no período das gravações de Popstar em 2017. A princípio ela gravaria comigo apenas a música Encantada, mas o resultado ficou tão bom que a convidamos para gravar Compromisso, que ela canta quase inteira sozinha – eu só participo no refrão”, conta Rafael Cortez.

Encantada foi composta originalmente para violão solo em 2009. A canção foi registrada por Cortez pouco depois e lançada no CD – físico e digital – Elegia da Alma: um trabalho independente de Cortez, lançado pela Tratore, com 15 peças próprias de Rafael Cortez para violão instrumental. Em 2017, a música ganhou letra e arranjo de MPB.

Em tudo que se refere a essa peça, a inspiração para a canção foi a cantora Nara Leão (1942-1989), uma das ídolas de Rafael e grande inspiração em sua carreira de músico. “Eu sempre quis fazer uma canção para a Nara. Ela foi a maior; a desbravadora da MPB que apontava tendências, revolucionava o mercado e ia na contramão de tudo que esperavam dela. Ela lançou Chico Buarque, Edú Lobo, Maria Bethânia, Sidney Miller, Paulinho da Viola e Fagner, entre outros. E tinha aquela voz delicada e encantadora. Encantada tem esse nome por conta da força da palavra canto, de cantar, do encanto de Nara e, especialmente por causa de uma frase de Guimarães Rosa (1908-1967) acerca da morte, que é: ‘as pessoas não morrem, ficam encantadas’. É exatamente isso que creio que aconteceu com Nara”, diz Rafael.

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